Preços: gratuito.
Possui wc para deficientes, balneário, cozinha, bar restaurante e zonas verdes.
Permite a possibilidade de prática de actividades outdoor como slide, rappel, escalada, paintball, canoagem entre outros mediante reserva, ou ainda aluguer de gokart crianças e adultos, comboio, BTT, minigolf, campos de areia, polidesportivos ou de ténis.
Quem pode participar?
O VNV foi concebido a pensar em todos. Desde os
pilotos mais jovens, que acabaram de sair da
escola e gostariam de voar e participar na sua
primeira prova, até aos pilotos mais experientes,
cujos limites de voo, mais abrangentes, ficam
apenas limitados pelas restrições das suas
capacidades pessoais ou pelas do espaço aéreo.
Que Meios são necessários?
O VNV não precisa de grande logística para
ser realizado. Um computador portátil, equipamento
simples de GPS para os pilotos, um juiz de rampa e
outro de goal.
Porquê uma nova prova?
Não desmerecendo em todos os outros tipos
de prova já concebidos, testados e realizados
em voo livre, pareceu-nos que seria importante
criar um tipo de prova com regras mais
simples, em que os resultados fossem claros para
todos, de rápida interpretação e imediatamente
publicáveis. De tal forma simples que fosse
desnecessária a contratação de técnicos com
formação profunda nos programas informáticos até
aqui utilizados.
É fácil de entender que um regulamento desportivo
da FAI, ou a fórmula do GAP, RACE, ou mesmo a
programação do COMPE GPS não é o tipo de leitura
mais apelativo para a maioria dos jovens que
pretendem
sobretudo voar sem preocupações. De facto, nos dias
que correm, em que o tempo escasseia, tudo
aquilo que se apresente como complicado
cai, geralmente, no desinteresse e consequente
afastamento das camadas mais jovens para outras
actividades. Em geral, estas, quando procuram
desportos de ar livre têm em mente uma
actividade de evasão, em pleno convívio
com a natureza e não propriamente um mergulho
nas profundezas da regulamentação.
Afinal, os jogos com as regras mais simples
sempre foram os mais populares.
Então como realizar uma prova atractiva,
onde o espírito do voo livre possa ser
exaltado e manifestado sem limitações,
de fácil logística, com regras simples e em
que todos queiram, e possam,
verdadeiramente participar, independentemente
do seu nível de voo e das condições do local?
Foi este o desafio que colocámos na mesa.
Como surgiu?
Uma prova clássica, sujeita aos regulamentos
tradicionais, implicaria necessariamente meios
para a recolha dos pilotos, meios humanos e
materiais para o centro de controlo, assim
como hardware e programas informáticos
adequados para a atribuição da respectiva
pontuação. Ou seja, despesas acrescidas para
a organização e, está claro, para os pilotos.
Então como evitar todos estes meios logísticos
e humanos, reduzir as despesas da recolha,
simplificando, e simultaneamente maximizando
a liberdade e o interesse dos participantes, dos
espectadores e dos patrocinadores na competição?
- «Atrair» os pilotos para um goal
propositadamente definido num local de fácil
aterragem e o mais perto possível da descolagem
reduziria o tempo e os custos das viagens de recolha.
Mas como? Pontuar mais o regresso? Duplicar os
pontos de regresso do ponto mais longínquo do voo?
Não! Mais simples do que isso!
| Pontuar apenas a distância de regresso (medida em linha recta), do ponto mais longínquo do percurso efectuado, ao goal! |
Afinal como Funciona?
A prova tem apenas uma regra.
| Ganha quem regressa de mais longe. |
Mas e se existirem distâncias iguais?
Aqui surge a regra de desempate.
(Em caso de empate, ganha aquele que voou
durante mais tempo.)
Exemplo (fig.1) :

O piloto A (a azul) parte para a distância,
voa durante 1:30 e afasta-se 40 kms, porém não
consegue regressar mais do que 0,5 km do
ponto mais longínquo (Y) até ao goal. Pontua
por isso apenas 0,5 km.
O piloto B (a vermelho) faz um voo local, ou uma
marreca, pois não se sente ainda com confiança
para partir para o cross com vento mais forte,
para sobrevoar grandes obstáculos naturais e
zonas com poucas aterragens e aterra no goal
(que deve estar à distância de um glide).
O piloto C (a verde), apesar de a sua distância
máxima realizada até ao goal ser também de
apenas 2 km, voou, no entanto, durante duas
horas. Este piloto acaba por ganhar porque,
apesar de ter realizado a mesma distância que
o piloto B, voou mais tempo!
O Critério:
Privilegiando-se o prazer de voar, em vez
da velocidade, permite-se também aos pilotos
menos experientes, com asas intermédias e
logicamente menos performantes, a possibilidade
de voar e de ganhar, pois não precisam
de fazer uma grande distância em cross,
bastando-lhes voar durante mais tempo!
Ou seja, permite-se aos pilotos intermédios voar
mais, aprender em segurança com os mais
experientes, voar com asas adequadas ao seu
nível, e assim evoluir e até ganhar!
Aquele que descolou mais cedo, e por isso pôde
voar mais tempo, não arriscou para além das suas capacidades, apreciou melhor o seu voo, aproveitou melhor
o dia, poupou recursos e meios à organização (
pois aterrou no goal que fica à distância de um
planeio), fez um voo mais racional em função
de todos os factores em apreciação e tirou
o melhor proveito. Merece ganhar!
Não foi o mais rápido? Pois Não!
Mas ser mais rápido é melhor?
Para os puristas da velocidade, em ultima
análise também o poderá ser!
Pois, o piloto que regressa de mais longe é,
com certeza, aquele que mais rapidamente
chegou ao ponto mais distante e dele conseguiu regressar!
Em resumo
O Vai na Volta é um tipo de prova
extremamente simples. Tem apenas uma regra:
O piloto que regressa de mais longe ganha.
No caso de existirem duas ou mais distâncias
iguais, o piloto que voou mais tempo tem
vantagem sobre os outros.
Com apenas uma regra:
- Evita-se a eleição de um comité de pilotos.
- Evitam-se perdas de tempo em longos briefings para cada manga.
- Evitam-se demoras na descolagem, pois os pilotos têm vantagem em descolar mais cedo.
- Proporcionam-se condições para haver mais pilotos em voo sobre a zona da descolagem e o goal, logo uma maior visibilidade, mais espectáculo e interesse para o público;
- O público inteira-se mais rapidamente da prova e envolve-se mais facilmente no espírito da competição, potenciando um maior interesse e número de pessoas na assistência e consequentemente um maior apoio dos patrocinadores.
- Maior liberdade e responsabilidade na tomada de opções estratégicas dos pilotos;
- Permite-se e incentivam-se os pilotos a livremente elaborarem e definirem a sua própria estratégia de voo apenas em função da sua apreciação pessoal das condições meteorológicas. Ou seja, promove-se e estimula-se a criatividade e as soluções individuais de cada piloto para cada dia.
- Simultaneamente, desresponsabiliza-se, e até se dispensa, a eleição do comité de pilotos que, numa prova clássica de cross-country teria de decidir a direcção da prova em função da meteorologia. Esta função, sempre difícil e demorada, que frequentemente promove a discórdia, os ressentimentos, o mau ambiente, torna-se agora simplesmente acessória. Pois, em ultima instância, o comité de pilotos poderá sempre existir, escolhendo uma direcção para a prova, limitando-a apenas a um eixo, de forma a facilitar mais as recolhas, e/ou a reduzir riscos desnecessários relativos à orografia ou ao espaço aéreo.
- A inserção de pontos de coordenadas nos equipamentos de GPS, para além do ponto de partida e de chegada, torna-se também desnecessária, uma vez que não existe um percurso pré-definido pelo director de prova, ou pelo comité de pilotos, evitando-se assim erros, protestos e perdas de tempo diárias tanto na escolha do percurso, como na leitura dos mesmos no final do dia
- Também devido à inexistência de um percurso predeterminado, ou uma direcção a seguir, a responsabilidade do director de prova no que concerne a decisões dependentes da meteorologia de cada manga, desaparece. Essa responsabilidade, quer no que toca à segurança, quer à estratégia a tomar no dia, recai exclusivamente sobre os pilotos. Em consequência, diminuem os protestos, os conflitos, os interesses e as pressões das equipas em apoiar ou contestar as apreciações meteorológicas, e as consequentes decisões relativas a cada manga, sejam estas bem ou mal tomadas.
- Os meios para a recolha são reduzidos, tal como as despesas de combustível e de portagens
- Os meios informáticos são também mais simplificados e menos dispendiosos
- Os meios humanos são igualmente mais reduzidos, o que reduz também significativamente as despesas da organização em alojamento e remunerações.
- Os pilotos intermédios, podem voar, aprender em segurança com os mais experientes, voar com asas adequadas ao seu nível, evoluir e até ganhar.
Conclusão:
Sem desvirtuar outros tipos de provas,
com menores recursos para a sua organização,
o Vai na Volta é um tipo de prova alternativo
que proporciona assim grande prazer,
torna-se mais apelativo ao grande público
e oferece também um maior conforto e a
total liberdade de voo aos pilotos.
O VNV é MAIS VOO LIVRE!