Clube Nacional de Voo Livre
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Vai na Volta III - Seia 2009 criar PDF versão para impressão

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O Vai na Volta está de Volta! Já nao falta muito! Nos dias 12 e 13 de Setembro vamos poder esticar as asas de novo na mais bela, mais alta e melhor serra lusitana! A Serra da Estrela espera por ti! Nao faltes!
 
PROGRAMA E INSCRIÇÕES
 
Dia12
  Prova de Asa Delta:
    13:00h - Início da manga: Cabeço de Santo Estêvão.
    19:00h - Fim da manga: aerodromo de Seia.
    A prova será explicada no briefing a realizar na descolagem.
  Jantar:
    20:30h - Comida, bebida, música, entrega de prémios, mais comida, bebida, música
 
    Late nigth discoteca em seia.
Dia 13
  Dia livre (voo de lazer ou outras activades).
 
INSCRIÇÃO até 30 de AGOSTO  (depois, são mais 10 euros!!!)

Sócios CNVL ............... 35€

Não-sócios ..................40 €

Acompanhantes ...........30 €

PAGAMENTO PARA O NIB 003300004535892631005

SUGERIMOS COMO ALOJAMENTO:

Casas do Cruzeiro (Quinta do Crestelo)
Turismo em espaço rural.

Parque de Campismo de Vila Cova à Coelheira
Campismo “quase selvagem”.
Preços: gratuito.

Parque de Campismo Srª dos Verdes
Possui wc para deficientes, balneário, cozinha, bar restaurante e zonas verdes.
Permite a possibilidade de prática de actividades outdoor como slide, rappel, escalada, paintball, canoagem entre outros mediante reserva, ou ainda aluguer de gokart crianças e adultos, comboio, BTT, minigolf, campos de areia, polidesportivos ou de ténis.
Preços por pessoa: 4 euros
(+ 4 euros para acesso à piscina).
 

REGRAS DO VAI NA VOLTA

 

Quem pode participar?

 

O VNV foi concebido a pensar em todos. Desde os

pilotos mais jovens, que acabaram de sair da

escola e gostariam de voar e participar na sua

primeira prova, até aos pilotos mais experientes,

cujos limites de voo, mais abrangentes, ficam

apenas limitados pelas restrições das suas

capacidades pessoais ou pelas do espaço aéreo.

 

Que Meios são necessários?

 

O VNV não precisa de grande logística para

ser realizado. Um computador portátil, equipamento

simples de GPS para os pilotos, um juiz de rampa e

outro de goal.

 

 

Porquê uma nova prova?

 

Não desmerecendo em todos os outros tipos

de prova já concebidos, testados e realizados

em voo livre, pareceu-nos que seria importante

criar um tipo de prova com regras mais

simples, em que os resultados fossem claros para

todos, de rápida interpretação e imediatamente

publicáveis. De tal forma simples que fosse

desnecessária a contratação de técnicos com

formação profunda nos programas informáticos até

aqui utilizados.

 

 

É fácil de entender que um regulamento desportivo

da FAI, ou a fórmula do GAP, RACE, ou mesmo a

programação do COMPE GPS não é o tipo de leitura

mais apelativo para a maioria dos jovens que

pretendem

sobretudo voar sem preocupações. De facto, nos dias

que correm, em que o tempo escasseia, tudo

aquilo que se apresente como complicado

cai, geralmente, no desinteresse e consequente

afastamento das camadas mais jovens para outras

actividades. Em geral, estas, quando procuram

desportos de ar livre têm em mente uma

actividade de evasão, em pleno convívio

com a natureza e não propriamente um mergulho

nas profundezas da regulamentação.

 

Afinal, os jogos com as regras mais simples

sempre foram os mais populares.

 

Então como realizar uma prova atractiva,

onde o espírito do voo livre possa ser

exaltado e manifestado sem limitações,

de fácil logística, com regras simples e em

que todos queiram, e possam,

verdadeiramente participar, independentemente

do seu nível de voo e das condições do local?

 

Foi este o desafio que colocámos na mesa.

 

Como surgiu?

 

Uma prova clássica, sujeita aos regulamentos

tradicionais, implicaria necessariamente meios

para a recolha dos pilotos, meios humanos e

materiais para o centro de controlo, assim

como hardware e programas informáticos

adequados para a atribuição da respectiva

pontuação. Ou seja, despesas acrescidas para

a organização e, está claro, para os pilotos.

 

Então como evitar todos estes meios logísticos

e humanos, reduzir as despesas da recolha,

simplificando, e simultaneamente maximizando

a liberdade e o interesse dos participantes, dos

espectadores e dos patrocinadores na competição?

 

- «Atrair» os pilotos para um goal

propositadamente definido num local de fácil

aterragem e o mais perto possível da descolagem

reduziria o tempo e os custos das viagens de recolha.

 

Mas como? Pontuar mais o regresso? Duplicar os

pontos de regresso do ponto mais longínquo do voo?

 

Não! Mais simples do que isso!

 

 

 

Pontuar apenas a distância de regresso (medida em linha recta), do ponto mais longínquo do percurso efectuado, ao goal!

 

 

 

 

Afinal como Funciona?

 

A prova tem apenas uma regra.

 

 

Ganha quem regressa de mais longe.

 

 

 

 

Mas e se existirem distâncias iguais?

 

Aqui surge a regra de desempate.

 

(Em caso de empate, ganha aquele que voou

durante mais tempo.)

 

 

 

 

 

Exemplo (fig.1) :

 Image

O piloto A (a azul) parte para a distância,

voa durante 1:30 e afasta-se 40 kms, porém não

consegue regressar mais do que 0,5 km do

ponto mais longínquo (Y) até ao goal. Pontua

por isso apenas 0,5 km.

 

O piloto B (a vermelho) faz um voo local, ou uma

marreca, pois não se sente ainda com confiança

para partir para o cross com vento mais forte,

para sobrevoar grandes obstáculos naturais e

zonas com poucas aterragens e aterra no goal

(que deve estar à distância de um glide).

 

O piloto C (a verde), apesar de a sua distância

máxima realizada até ao goal ser também de

apenas 2 km, voou, no entanto, durante duas

horas. Este piloto acaba por ganhar porque,

apesar de ter realizado a mesma distância que

o piloto B, voou mais tempo!

 

 

O Critério:

 

Privilegiando-se o prazer de voar, em vez

da velocidade, permite-se também aos pilotos

menos experientes, com asas intermédias e

logicamente menos performantes, a possibilidade

de voar e de ganhar, pois não precisam

de fazer uma grande distância em cross,

bastando-lhes voar durante mais tempo!

 

Ou seja, permite-se aos pilotos intermédios voar

mais, aprender em segurança com os mais

experientes, voar com asas adequadas ao seu

nível,  e assim evoluir e até ganhar!

 

Aquele que descolou mais cedo, e por isso pôde

voar mais tempo, não arriscou para além das suas capacidades, apreciou melhor o seu voo, aproveitou melhor

o dia, poupou recursos e meios à organização (

pois aterrou no goal que fica à distância de um

planeio), fez um voo mais racional em função

de todos os factores em apreciação e tirou

o melhor proveito. Merece ganhar!

 

Não foi o mais rápido? Pois Não!

Mas ser mais rápido é melhor?

 

Para os puristas da velocidade, em ultima

análise também o poderá ser!

Pois, o piloto que regressa de mais longe é,

com certeza, aquele que mais rapidamente

chegou ao ponto mais distante e dele conseguiu regressar!

 

 

Em resumo

 

O Vai na Volta é um tipo de prova

extremamente simples. Tem apenas uma regra:

 

O piloto que regressa de mais longe ganha.

 

No caso de existirem duas ou mais distâncias

iguais, o piloto que voou mais tempo tem

vantagem sobre os outros.

 

 

Com apenas uma regra:

 

 

  1. Evita-se a eleição de um comité de pilotos.
  2. Evitam-se perdas de tempo em longos briefings para cada manga.
  3. Evitam-se demoras na descolagem, pois os pilotos têm vantagem em descolar mais cedo.
  4. Proporcionam-se condições para haver mais pilotos em voo sobre a zona da descolagem e o goal, logo uma maior visibilidade, mais espectáculo e interesse para o público;
  5. O público inteira-se mais rapidamente da prova e envolve-se mais facilmente no espírito da competição, potenciando um maior interesse e número de pessoas na assistência e consequentemente um maior apoio dos patrocinadores.
  6. Maior liberdade e responsabilidade na tomada de opções estratégicas dos pilotos;
  7. Permite-se e incentivam-se os pilotos a livremente elaborarem e definirem a sua própria estratégia de voo apenas em função da sua apreciação pessoal das condições meteorológicas. Ou seja, promove-se e estimula-se a criatividade e as soluções individuais de cada piloto para cada dia.
  8. Simultaneamente, desresponsabiliza-se, e até se dispensa, a eleição do comité de pilotos que, numa prova clássica de cross-country teria de decidir a direcção da prova em função da meteorologia. Esta função, sempre difícil e demorada, que frequentemente promove a discórdia, os ressentimentos, o mau ambiente, torna-se agora simplesmente acessória. Pois, em ultima instância, o comité de pilotos poderá sempre existir, escolhendo uma direcção para a prova, limitando-a apenas a um eixo, de forma a facilitar mais as recolhas, e/ou a reduzir riscos desnecessários relativos à orografia ou ao espaço aéreo.
  9. A inserção de pontos de coordenadas nos equipamentos de GPS, para além do ponto de partida e de chegada, torna-se também desnecessária, uma vez que não existe um percurso pré-definido pelo director de prova, ou pelo comité de pilotos, evitando-se assim erros, protestos e perdas de tempo diárias tanto na escolha do percurso, como na leitura dos mesmos no final do dia
  10. Também devido à inexistência de um percurso predeterminado, ou uma direcção a seguir, a responsabilidade do director de prova no que concerne a decisões dependentes da meteorologia de cada manga, desaparece. Essa responsabilidade, quer no que toca à segurança, quer à estratégia a tomar no dia, recai exclusivamente sobre os pilotos. Em consequência, diminuem os protestos, os conflitos, os interesses e as pressões das equipas em apoiar ou contestar as apreciações meteorológicas, e as consequentes decisões relativas a cada manga, sejam estas bem ou mal tomadas.
  11. Os meios para a recolha são reduzidos, tal como as despesas de combustível e de portagens
  12. Os meios informáticos são também mais simplificados e menos dispendiosos
  13. Os meios humanos são igualmente mais reduzidos, o que reduz também significativamente as despesas da organização em alojamento e remunerações.

 

  1.  Os pilotos intermédios, podem voar, aprender em segurança com os mais experientes, voar com asas adequadas ao seu nível, evoluir e até ganhar.

 

 

Conclusão:

 

Sem desvirtuar outros tipos de provas,

com menores recursos para a sua organização,

o Vai na Volta é um tipo de prova alternativo

que proporciona assim grande prazer,

torna-se mais apelativo ao grande público

e oferece também um maior conforto e a

total liberdade de voo aos pilotos.

 

O VNV é MAIS VOO LIVRE!

 
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